sexta-feira, 20 de maio de 2011
CARRARO DENUNCIANDO DETONA EM CARATINGA, MG
Como será que isso ficou?
Será que tomaram alguma providencia...
Será que algo está sendo feito para por fim a esse descaramento?
Conheça o pedreiro que tira garotos do crime com boxe
“Já que não fui campeão no ringue, decidi ser campeão da vida”. É assim que Ronaldo de Paula Ribeiro, 36, define sua trajetória. Pedreiro desde os 13 anos, há dois anos ele divide sua rotina entre o ringue e o chão das obras.
Durante o dia Ronaldo trabalha para uma construtora, mas no fim da tarde ensina crianças e adolescentes a lutar contra a falta de perspectiva e a ter um futuro melhor, em uma academia em Cobilândia, Vila Velha. A iniciativa é da Associação de Boxe do EspíritoSanto (Abes), criada por ele.
Mesmo trabalhando desde cedo, ao lado do pai, ele sempre quis conquistar seu espaço no esporte. “Eu chorava quando minha mãe não me deixava ir praticar boxe. Mas era meu sonho. Queria ser um campeão. Como não pude, luto para que outros meninos possam realizar seus sonhos”, afirmou.
Ronaldo se profissionalizou como pedreiro aos 17 anos , m a s aprendeu a lutar boxe assistindo a aulas. Nem sempre fazia o treinamento, mas adquiriu todo o conhecimento necessário para lutar.
Aos 22, ele foi para São Paulo aprender mais sobre boxe. “Fiz curso de arbitragem e hoje sou o único árbitro reconhecido pela Confederação Brasileira no Estado”. Depois de se especializar, o lutador passou a dar aulas e, durante 10 anos , sonhou dar a mesma oportunidade que teve aos que foram prejudicados pela vida.
“Depois de conversar com alguns alunos, decidi criar a associação e o projeto social voltado para menores carentes de 10 a 17 anos, para evitar que eles caíssem no mundo do crime”.
O professor revelou que já teve aluno que treinava armado e jáperdeu alguns para a criminalidade. Hoje, ele tenta buscar patrocínio para poder manter os garotos mais tempo nos treinos.
“Hoje tenho 22 alunos, mas já cheguei a ter 76. Eles são como filhos para mim. Casado há 15 anos e pai de três filhos, Ronaldo não se cansa e disse que apoia os filhos. “O mais velho, de 8 anos, já brinca de boxe comigo, mas eu o educo sem contar histórias de bicho-papão. Assim como faço com meus alunos, mostro as maldades da vida real e mostro que ele pode confiar em mim!”
O seu maior sonho hoje é ampliar projeto.
TRAJETÓRIA
- Aos 13 anos, Ronaldo começou a trabalhar com o pai como pedreiro, mas sonhava com o boxe.
- Com 17 anos, tornou-se trabalhador da construção civil.
- Aos 22, partiu para São Paulo para se formar como árbitro de boxe.
- Há dois anos,criou a Associação de Boxe do Espírito Santo e, em Cobilândia, Vila Velha, dá aulas de boxe para jovens em risco social.
- Hoje , com 36, casado e com três filhos, seu sonho é ampliar o projeto. “Não vou mudar o mundo, mas posso fazer parte da mudança”, disse.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
São pessoas assim que fazem a diferença nesse mundo tenebroso, onde cada um vive por si mesmo. Pessoas que se entregam de corpo e alma ao beneficio do seu próximo. Quantos jovens deixarão de ter futuro na criminalidade ou mesmo de ser mais um interno das instituições penais por causa da ação desse cidadão que resolveu usar o que tem nas mãos em beneficio do próximo?Eu espero que os políticos e muitos dos lideres religiosos, bem como as demais pessoas, que tiverem acesso a essa matéria possam seguir o exemplo dessa rapaz.
Ele não pede nada em troca do que faz, apenas quer ser instrumento para a salvação de jovens que estão entrando na criminalidade.
Os traficantes e drogas estão ai de braços abertos para os jovens e adolescentes, estão oferecendo as vantagens trágicas do mundo do tráfico, enquanto os políticos estão preocupados com idiotices que não beneficiam ninguém e os lideres religiosos estão voltados para o seu próprio beneficio.
Líderes ditos religiosos que gastam verdadeiras fortunas com festas em seus templos religiosos, políticos que desperdiçam enormes somas de dinheiro com coisas inúteis, fora com o crescimento da própria conta bancaria, enquanto pessoas como esse cidadão doa o seu tempo,a sua vida e certamente divide o que ganha como pedreiro com uma obra realmente social que visa o beneficio de outras vidas.
Será que nenhuma autoridade vai levantar a mão para ajudar esse cidadão sem eu projeto?
Cadê os homens e mulheres que alugaram nosso ouvidos durante a ultima campanha eleitoral, nos afirmando que fariam algo para beneficiar a sociedade?
Veja na pessoa do Ronaldo Ribeiro e nos eu projeto uma boa oportunidade para ao menos dar a impressão que esta se cumprindo algumas das promessas feitas em campanha.
Pastores festeiros, padres, sacerdotes e todas as formas de liderança religiosa conhecida, que tal darem uma pausa na gastança de dinheiro com seus shows em seus templos e ajudarem o Ronaldo e a ABES?
Esse rapaz está praticando a verdadeira política em prol da sua comunidade, pois é ela quem mais ganha com essa ação, e ao mesmo tempo, esta também praticando a verdadeira religião, que apregoa o amor ao próximo e a caridade.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
SARNEY PROPÕE PLEBISCITO SOBRE ARMAS EM OUTUBRO - ATRIBUNA VITÓRIA, ES, QUARTA-FEIRA, 13 DE ABRIL DE 2011
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| SENADOR JOSÉ SARNEY ..." |
O presidente do senado, José Sarney (PMBD), anunciará a apresentação de um projeto de decreto legislativo convocando para o primeiro domingo de deste ano um um novo plebiscito sobre desarmamento no país.
A apresentação da proposta foi aprovada ontem, durante reunião de líderes partidários no gabinete da Presidência do Senado.
Se for aprovada, a nova consulta nacional será realizada a partir da seguinte pergunta: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”. Senado e Câmara precisam aprovar a realização da consulta.
Para ser protocolada na Mesa Diretora da Casa, a proposta de Sarney precisa de 27 assinaturas de senadores. A partir do protocolo, a matéria será lida no plenário da Casa e seguirá à Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Depois de ser analisada na comissão, a proposta seguirá para o plenário do Senado. Se for aprovada, será enviada à Câmara, onde seguirá o mesmo trâmite e vira lei. “Acho que devemos tomar uma iniciativa nesse sentido (de realizar um novo referendo). Vou tratar disso na reunião com os líderes dos partidos no Senado para ver se temos condição de votar imediatamente uma lei modificando o que foi decidido no plebiscito e fazendo outro plebiscito”, disse Sarney.
A decisão do presidente do Senado de apresentar projeto para uma nova consulta nacional ocorreu cinco dias após a tragédia ocorrida na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio.
Na justificativa da matéria, Sarney afirma que o novo plebiscito “permitirá não apenas que o povo decida o que achar melhor, como ensejará um debate amplo com a sociedade civil sobre o tema”.
Em outubro de 2005, o País decidiu, a partir de um plebiscito, manter a compra de armas e de munição por 63,94% dos votos válidos contra 36,06%.
Apesar de ter sido apresentada por Sarney, a proposta não é unanimidade no Senado. O líder do DEM, Demóstenes Torres, reprovou a realização de novo plebiscito. O senador do PDT do Mato Grosso, Pedro Taques, afirmou que a matéria é “inflação legislativa ”, porque surge em momento de comoção nacional.
O senador Itamar Franco (PPS) também não considera importante convocar a população.
DEPUTADOS CAPIXABAS FAZEM ELOGIOS
Os deputados estaduais elogiaram ontem a iniciativa dos membros do Senado de promover plebiscito em âmbito nacional para tratar do desarmamento no País.
Presidente da Comissão de Segurança, o republicano Gilson Lopes, o Gilsinho, se mostrou favorável ao plebiscito.
“Acho a iniciativa prudente. Só pode usar arma quem tiver a função que a lei permite”, afirmou o deputado, que é delegado de Polícia Civil.
Seguindo a mesma tendência favorável, o deputado Rodney Miranda (DEM) — que ocupou a Secretaria de Estado da Segurança n o g o v e r n o P a u l o H a r t u n g(PMDB) — ponderou que as armas deveriam ser liberadas apenas para pessoas treinadas. “A iniciativa é boa, mas tenho dúvidas jurídicas. Contudo, como da outra vez votei contra a venda de arma, vou fazer campanha e votar agora sobre os mesmos argumentos”, disse Rodney.
p a r l a m e n t o. “O Congresso tem de assumir a responsabilidade de representante do povo. Não tem porque transferir a responsabilidade ao povo”, disse o democrata.
BANCADA FEDERAL APÓIA PROPOSTA
A bancada federal capixaba se mostrou favorável ao plebiscito nacional sobre o desarmamento no País proposto pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB). “Precisamos desarmar a população para diminuir a violência no País ”, enfatizou o deputado Audifax Barcelos (PSB). Para Sueli Vidigal (PDT) já passou da hora de retomar a discussão.“A população precisa se conscientizar que a arma só traz uma falsa sensação de proteção”, completou Carlos Mannato (PDT).
O deputado Lelo Coimbra (PMDB) ressaltou que o assunto merece não só referendo, mas um questionamento profundo sobre as armas ilegais no Brasil.
Camilo Cola (PMDB) concorda em rever a situação do contrabando de armas. “O governo não consegue coibir com uma fronteira muito exposta como a nossa”. A fiscalização mais rígida também foi defendida por César Colnago (PSDB). “Precisamos de leis que imponham um controle maior”.
O governo federal pretende antecipar a campanha de desarmamento de julho para maio em função do ataque na instituição de ensino do Rio de Janeiro, que resultou na morte de 12 crianças. “É um movimento pacífico, que pode evitar a desagregação da
família. Temos o dever de apoiar”, disse o senador Magno Malta (PR).
MEU COMENTÁRIO PESSOAL:
Ao ler uma noticia dessa eu me pergunto: “por que o senador Sarney demorou tanto em propor tal plebiscito? Ou melhor: por que o senado federal demorou tanto para se voltar para uma questão tão importante?
Observem que na própria noticia diz que a decisão se eu cinco dias após o massacre no Colégio Tassio da Silveira, em realengo, Rio, onde a vida de treze crianças foram ceifadas de forma covarde e cruel.
Precisou acontecer uma tragédia dessa proporção para acordar o pessoal em Brasília. Só que fazer uma pesquisa popular não vai resolver a situação. Pedir para os criminosos entregarem as armas em alguma delegacia é o mesmo que pedir o vento para noa ventar.
Sim, intensificar a vigilância em cima dos fabricantes de armas será muito bom, pois eu penso que deveria existir uma cota limite para fabricação de armas, e mais regras para a sua comercialização.
Mas necessita-se muito mais ainda de desarmar quem esta indevidamente armado.
Todos nós somos cientes do poder de fogo dos criminosos. Eles têm muito mais poder de fogo do que a policia. E ainda mais: não tem regras para usarem suas armas contra a sociedade.
Necessita-se de investir contra os criminosos, prender quem deve ser preso, e desarmá-los.
E principalmente, é necessário uma investigação minuciosa para descobrir como eles obtêm tais armas. Já houve quem dissesse que essas armas são compradas no Rio de Janeiro. Mas como essas armas chegam lá nas “lojinhas” dos bandidos? Quem fornece armas de uso restrito das forças armadas para os criminosos? Como que armas pesadas,d e grosso calibre, e grande poder letal, de origem estrangeira e até mesmo de uso restrito das forças armadas de outros países vêm parar nas mãos dos traficantes de assombram nossas cidades? Será que esse armamento é transladado às mãos dos criminosos? Será que não tem ninguém La de dentro se debandando para o outro lado e desviando essas armas para as mãos dos criminosos?
Essas armas saem de dentro dos quartéis das policias, dos exércitos, etc, e vai lá para a favela, para a boca de fumo, para a mãos dos criminosos. E esse armamento não vem sozinho, alguém tem de trazer, e esse alguém é gente de acesso, é gente grande lá dentro.
Então, fazer plebiscito é legal, desarmar a galera será legal também, mas para cada arma que hoje é tirada da rua aparecem mais dez no lugar, e assim sendo, tem-se de investigar lá dentro dos comandos e descobrir quem é ou quem são os fornecedores. Ai sim, teremos maiores avanços no desarmamento.
Por a policia para subir morro hoje, prender bandidos e apreender armas são legal, mas amanha esta tudo de volta lá e em quantidade maior. Tem de se cortar o mal pela raiz, tem de se chegar aos fornecedores principais.
Então a pergunta que fica para se pensar na resposta é:
Por que as autoridades políticas de nosso pais não se interessa em cortar a raiz desse mal? Por que ao invés de fazer plebiscito, nos fazendo sair de nossas casas para ir a uma urna eleitoral só para responder a uma pesquisa idiota, eles não levantam CPIS do ARMAMENTO, para descobrir e punir esses fornecedores de armas para os bandidos? Talvez porque não querem expor algum colega ou porque o escândalo seria grande demais, ou quem sabe porque assim fazendo se fecharia uma fonte de renda “extra”...
Enfim...
Mas como eu sempre falo... a hipocrisia anda cambaleando nas ruas.
Achar que uma pesquisa vai resolver a questão que assombra a população brasileira a tempos é um grande ato de hipocrisia... mas para quem anda com seguranças para baixo e para cima, só sai de carro blindado, e moram em verdadeiras fortalezas, pode se pensar assim.
Pois é.... é desse jeito que o Brasil anda!
Deputados brasileiros querem criação de 13 novos Estados
No Congresso tramitam Projetos de Decreto Legislativos que propõem a criação de 11 Estados e de quatro territórios federais. Uma nova divisão de territórios estaduais poderia criar os Estados do Gurguéia, do Maranhão do Sul e do Araguaia, por exemplo. Estas propostas procuram beneficiar as populações locais, mas custam caro, tanto para a região alterada quanto para o governo federal, que deve arcar com a criação de novas vagas na Câmara e no Senado, para ficar só nas despesas imediatas.
Só a manutenção de um Estado, que considera despesas como o pagamento de servidores públicos e verbas para deputados estaduais e governador, custa em média R$ 995 milhões por ano. “É quase um bilhão que, em vez de ir para a população, vai para gabinetes e estruturas”, afirma o pesquisador do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) Rogério Boueri, que elaborou a estimativa.
Além desse custo de manutenção, os Estados devem arcar também com a instalação da máquina pública e com investimentos em infraestrutura para que o novo Estado possa se desenvolver economicamente, especialmente nas regiões pouco habitadas.
Em um estudo publicado em 2008, Boueri observou que os Estados gastam, em média, 12,75% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para se manter. Alguns dos Estados propostos pelos parlamentares brasileiros extrapolariam essa conta. O Estado do Rio Negro, por exemplo, precisaria de 140% do valor do seu PIB somente para manter suas estruturas estaduais funcionando, de acordo com estimativa do pesquisador. “Esses Estados já nascem deficitários”, diz.
No caso de os Estados não serem capazes de se manter, quem paga a conta é o governo federal. “O Estado do Tocantins, por exemplo, recebeu subsídios do governo federal por cerca de dez anos até poder se manter com as próprias pernas”, exemplifica Boueri.
Além de uma possível ajuda financeira, o governo federal teria que arcar também com a criação de mais três vagas de senadores por Estado. Se os onze Estados propostos no Congresso chegarem a existir, haverá 33 cadeiras a mais no Senado. Na Câmara também poderia haver aumento do número de parlamentares. Hoje, a quantidade é fixa e as vagas são distribuídas de acordo com a população de cada unidade da federação. Mas há um mínimo de oito deputados por Estado e, por causa disso, poderia ser necessário aumentar o número de cadeiras.
O governo federal bancaria ainda novas superintendências regionais de órgãos públicos, além de seções da Justiça Federal em cada Estado. Até a logística e o orçamento do Tribunal Superior Eleitoral precisariam ser reforçados com a chegada de mais governadores e deputados estaduais.
o estudo em que Boueri analisa os custos e a viabilidade econômica dos Estados, ele conclui que somente o Estado do Triângulo, em Minas, seria viável economicamente. De 2008 para cá, alguns desses projetos foram arquivados e outros foram propostos e reativados. Na lista atual de Estados propostos, o pesquisador acrescenta o Estado da Guanabara no ranking dos que poderiam se sustentar sozinhos.
DINHEIRO DIRETO
A justificativa para a divisão de Estados apresentada em vários projetos é que regiões isoladas ou distantes do poder central do Estado recebem menos investimentos e não têm acesso adequado a infraestrutura e serviços, como boas escolas e hospitais.
Mas, para o pesquisador do Ipea, essa argumentação não é consistente. “É válido querer melhorar a vida das pessoas, mas a criação de estados em localidades pouco habitadas e com baixo índice de atividades econômicas vai trazer a melhoria a um custo muito alto”, diz. O custo a que o pesquisador se refere será coberto, em parte, pelo governo federal “às custas do Brasil e inclusive de regiões pobres”.
Como soluções mais eficientes para as regiões que não recebem investimento adequado, Boueri defende a criação de Fundos Regionais voltado para localidades mais pobres ou um acordo para remeter de volta a essas regiões todo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que é arrecadado nelas. “A mesma benfeitoria da criação do Estado poderia ser feita com a criação de um fundo com metade da verba que é gasta na manutenção do Estado”, diz.
Ele afirma ainda que os territórios federais seriam menos onerosos do que os Estados porque têm uma estrutura administrativa menor. Amapá, Acre, Roraima e Rondônia já funcionaram assim antes em um modelo em que o gestor local era indicado pelo governo federal.
Pelos projetos que tramitam na casa, seriam criados, na região norte, os estados do Tapajós, Solimões e Carajás, além dos territórios federais do Marajó, Alto Rio Negro e Oiapoque. a região nordeste ganharia os estados do Maranhão do sul, Rio são Francisco e Gurguéia.
O sudeste, por sua vez, teria três novos estados: São Paulo do Leste, Minas do Norte e Triângulo. além disso, seria recriado o estado da Guanabara.
Em tempo: vai ver, vão querer voltar a capital federal para a cidade do Rio de Janeiro também...
Aonde vamos parar?...
quarta-feira, 18 de maio de 2011
CRACK, A PEDRA DA MORTE
Pode-se dizer que,de todas as drogas conhecidas, o CRACK, é sem duvida alguma, umas das mais perigosas e mortais, e também uma das mais comercializadas pelos traficantes, sendo grande a sua procura por parte dos “clientes” (viciados).
No Brasil, a substituição da cocaína pelo CRACK ocorreu já bastante tempo, pois o CRACK, além de ter um custo mais baixo do que a cocaína, tem a “vantagem” da forma de seu consumo, que dispensa o manuseio de seringa, bastando apenas o uso de um cachimbo, mesmo que seja improvisado, e uma lata furada...
Hoje infelizmente essa nova droga já se espalhou por todo interior do Brasil, sendo fácil encontrar fornecedores dessa desgraça química em qualquer esquina ou caminho da roça, e é um dos produtos mais vendidos pelos traficantes.
Na Bolivia, a coca teve a sua produção aumentada consideravelmente, e com a facilidade do preparo da droga e a também de comercializar a mesma, faz do CRACK um produto popular no Brasil.
Conhecida como a “pedra da morte” o CRACK contribui muito par ao crescimento dos índices de criminalidade, a prática da prostituição e circulação de armamento bélico ilegal. O CRACK, é sem duvida alguma, responsável por aumento de assassinatos, não somente na Grande Vitória, mas também nos grandes centros urbanos de nosso país.
DIRETA AO CERÉBRO
Sendo uma droga de alto poder destrutivo, o CRACK causa a diminuição significante da expectativa da vida de seu usuário. O especialista em Psiquiatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e Associação Médica Brasileira (AMB), doutor Marcelo Migon, afirma que as chances de um viciado em CRACK morrer é 20 vezes maior em comparação a uma pessoa da mesma idade que não usa a droga. O médico ainda diz que “se (o viciado) entrar em recuperação, volta a ter os mesmos riscos da população comum da sua fixa etária.
DEPENDÊNCIA RÁPIDA
De acordo com o médico, a ação da substância tem início em cerca de três a cinco segundos após seu consumo, e possui um alto poder de dependência. O CRACK é administrado por via pulmonar, ou seja, fumado, o que vai causar um intenso efeito e de início rápido, porém de curta duração, o que faz o seu potencial de dependência o mais alto dentre todas as formas de administração da cocaína.
O especialista ainda afirma que são vários os danos que o CRACK traz a seus usuários. “São anos perdidos na melhor fase da vida produtiva, escolar ou laborativa. Além dos aspectos sociais de estigma e segregação, há uma enorme perda financeira para os usuários.”
O médico, que acredita que falta mais atenção por parte das autoridades par ao problema da droga, afirma que é quase impossível pensar em tratamento para o usuário dessa droga sem envolver uma internação, onde o usuário será sempre a tendido por um psiquiatra, que determinará a melhor conduta para cada caso.
O CONSUMO DE CRACK EM DEBATE NA ALES
O crescimento do consumo de drogas, em particular o CRACK, e a necessidade de criação de uma pasta para tratar exclusivamente deste problema social foram temas debatidos na sessão ordinária desta quarta-feira (18), no Plenário Dirceu Cardoso da Assembléia Legislativa do Espírito Santo (Ales). O debate teve início com o pronunciamento do deputado José Esmeraldo (PR), que utilizou o horário destinado às lideranças partidárias para alertar sobre uma possível epidemia de CRACK no País. Segundo ele, a maioria dos internos do sistema penitenciário no Estado está envolvida com drogas, especialmente CRACK.
Em apoio à fala do colega, o deputado Gilsinho Lopes (PR) enfatizou a relação que existe entre o uso e o tráfico de drogas e o número de homicídios. O parlamentar chamou atenção para a necessidade de aparelhamento e aumento de quantitativo de policiais para atuar no combate ao tráfico de drogas e ao contrabando de armas.
O presidente da Ales, Rodrigo Chamoun (PSB), garantiu que todos os poderes devem reconhecer a responsabilidade que têm nessa área e implementar ações que, efetivamente, “sejam políticas antidrogas e não políticas sobre drogas”, ou seja , uma política contundente de atuação no combate ao uso de entorpecentes.
O deputado Da Vitória (PDT) reiterou o crescimento no consumo de drogas e a importância da criação de uma pasta, pelo Poder Executivo, para tratar exclusivamente do assunto. Segundo ele, as estatísticas reiteram o crescimento no consumo de drogas e na apreensão de cocaína no Brasil.
O deputado Luciano Rezende (PPS) disse que o Poder Legislativo está se mobilizando e abrindo espaço para que o Governo do Estado apresente aos deputados um diagnóstico da situação e a as políticas públicas que estão sendo implementadas para combater o avanço do uso da droga e tratar dos usuários.
"Nossos jovens estão morrendo e as crianças estão sendo usadas pelo tráfico", lamentou. O deputado enfatizou que o papel da Ales é debater o problema de frente, apresentar e cobrar ações do Governo, garantindo que as ações devem ser colocadas em prática na mesma velocidade em que acontece o avanço no número de usuários dependentes de drogas.
CONSUMO DE DROGAS TAMBÉM AUMENTA NO RIO DE JANEIRO
O titular da Delegacia de Combate as Drogas (Decod), no Rio de Janeiro, delegado Marcus Vinicius Braga, comenta o aumento expressivo da comercialização desta droga no Rio. Segundo ele, até 2004 era muito difícil encontrar dessa droga no Rio, pois os comandos ignoravam viciados que usavam essa substância. O que mais se vendia principalmente nas favelas, era cocaína e maconha.
O delegado afirma que desde 2007 a repressão d apolicia ao tráfico de drogas foi bastante intensificado nas chamadas comunidades, principalmente as que estavam ou estão sob domínio do COMANDO VERMELHO. “À partir de então, os traficantes sentiram anecessidade de introduzir a pedra da morte no estado”, afirma o delegado.
A PREVENÇÃO
O primeiro passo para a prevenção do CRACK não somente no estado do Espírito Santo, mas como em qualquer outro lugar deve começar com a informação. Quanto mais se fizer campanhas de orientação voltadas ao publico em geral, (mas principalmente as crianças e adolescentes, alvos preferidos dos traficantes). Se perdemos o medo e falarmos abertamente sobre o assunto, mostrando os perigos do CRACK e suas conseqüências, levando assim informações sempre atualizadas, estaremos já dando um importante passo ao combate da droga.
Outra coisa a ser feita para preveir desse mal é voltarmos mais a atenção para as escolas de nossos filhos. Estar sempre por lá observando, vendo onde o seu filho esta passando boa parte do dia.
Não é novidade para ninguém o fato de que um dos maiores campos de atuação dos mercadores da morte é a porta de nossas escolas. É lá que eles ficam, como predadores à espreita de suas presas, para injetar neles o veneno do demônio, que é a droga, e em especial o CRACK.
Ao notar desconhecidos, pessoas suspeitas, na porta da escola de seu filho, não hesite em chamar a segurança da escola, ou mesmo a policia. Pessoas que ali ficam, geralmente outros jovens, com comportamento suspeito, devem ser alvo de nossa atenção.
Exija da direção da escola maior segurança na entrada e saída do horário de aula.
As autoridades policiais podem também contribuir e muito para a repreensão. O aumento da vigilância certamente vai trazer bons resultados no combate as drogas.
Contudo, os governos e a policia não poderão trabalhar sozinhos. Outros órgãos precisam entrar nessa guerra e trabalhar na prevenção do uso do CRACK. A força policial é um órgão repreensivo e atuam em conjunto, mas é necessário também clinica de ajuda para viciados.
Traficante merece cadeia, prisão perpetua, mas o viciado precisa de tratamento, de clinica, de tratamento psicológico, psiquiátrico, moral, espiritual. O viciado, quando é posto na cadeia, ele Said e lá ainda pior. O viciado se perde, vira um fantasma ambulante, um pária. Ele esquece de viver, só quer saber de fumar, e para conseguir aquela pedra, ele faz qualquer coisa.
SÍNDROME POLÍTICA
Falar de política em nosso país pode ser tarefa difícil, devido a muitos dos chamados escândalos envolvendo nomes de pessoas que foram escolhidos pelo povo para representá-los na câmara municipal, nos governos municipais, estaduais e federal, nos senados, nas assembléias legislativas e na câmera federal.
Esses eleitos são pessoas que deveriam estar acima de qualquer suspeita, ter um currículo de honestidade invejável, e que deveriam fazer de tudo em favor da população que os elegeu.
Mas o que acontece na maioria dos casos é o oposto disso...
Ao que parece, existe algo como uma síndrome que parece afetar os políticos eleitos no primeiro minuto após a divulgação dos resultados oficiais das eleições. Vou chamar essa síndrome como “síndrome da eleição”.
Abaixo me ponho a diagnosticar e descrever alguns sintomas dessa terrível doença moral:
Os eleitos (em sua enorme maioria) após o resultado satisfatório da eleição, passam a ter aversão à peça mais importante de sua carreira política: os eleitores!
Durante as campanhas, é fácil falar com eles, pois facilmente os achamos nos comitês, nas suas casas, eles atendem ao celular e ao telefone fixo, você os vê online no MSN, até na rua cruzamos com eles.
Mas finda a eleição e divulgado os resultados, é curioso notar que os eleitos “desaparecem” como se tivessem sido abduzidos por alienígenas. Torna-se quase impossível encontrá-los... nos gabinetes então... só com muita paciência que se consegue encontrar com eles...
Outra característica da “Síndrome da Eleição” é a amnésia que recai sobre os eleitos... As promessas feitas em campanha, os acordos, são “esquecidos” assim como são esquecidos pelos eleitos os juramentos feitos, como o de sempre batalhar em favor das causas da população.
Os eleitos também passam a sofrer de algo sério... quem já teve a experiência de ir a uma sessão no plenário, deve ter percebido como que os senhores políticos ali não conseguem se concentrar nos discursos dos seus próprios colegas. E mesmo nas votações de projetos e leis, eles nem sequer tem consciência do que ou em que estão à votar, e assim, muitos projetos são votados sem a menor atenção das pessoas escolhidas pelo povo para fazer isso! Eu diria que eles sofrem de uma incapacidade de concentração e raciocínio plenário.
Um outro mal que sobrevém sobre os pobres eleitos é uma terrível preocupação com os salários... mas não com os salários da população, que tem por conta de salário mínimo uma verdadeira merreca, ao passo que os senhores eleitos montam na grana, com altíssimos salários (no estado do Espírito santo, um deputado estadual tem por teto salarial algo em torno de R$ 23.000.00, enquanto um trabalhador recebe míseros R$ 550,00.)
Essa preocupação que os políticos tem como seus próprios salários é impressionante, pois eles estão sempre volta e meia causando polemica nos aumentos que eles mesmos votam a seu favor.
(Eu penso que para esse mal o único remédio seria permitir a população votar e escolher o salários dos políticos, já que quem escolhe o valor dos salários da população são os políticos.)
Uma outra característica da “síndrome da eleição” é a falta de sensibilidade com problemas sociais, tipo SUS, ensino, segurança, saneamento, entre outros.
Aqui em Vitória,ES acabamos de enfrentar uma greve dos professores da rede publica municipal onde os professores ficaram mais de 50 dias em greve e os alunos sem aulas... agora que tudo já voltou ao normal, advinha quem vai pagar o pato?
O ensino já é fraco, agora imagine como fica para os alunos?
Aulas aos sábados, diminuição do tempo de férias escolares, e muitas reprovações.
Na saúde publica nem se fala...
Hospitais superlotados, falta de vagas para os doentes, péssimas condições de trabalho para os profissionais, e mão de obra desqualificada... os doentes estão morrendo nos corredores dos hospitais, ou em casa, enquanto esperam por ambulâncias que não chegam a tempo de socorrer.
A segurança... enquanto os políticos andam para baixo e para cima com seus guardas costas, seus seguranças, a população está entregue a própria sorte, cada um se defende como pode...
Os bandidos (me refiro aos criminosos, como assaltantes,traficantes, etc) estão cada vez mais armados. É fácil encontrar com eles equipamento bélico pesado, que usados em guerra por exércitos russos, israelenses, daqueles que vemos em filme de Rambo. Eles também dispõe de equipamentos de comunicação de uso restrito de forças policiais. Granadas, bazucas, metralhadoras sofisticadas, etc. Não me surpreenderia saber que em algum ponto da cidade o pessoal “dos movinetos” escondem algum tanque de guerra. Do jeito que a coisa está indo, não vai demorar teremos que chamar a SWATT (força ´policial especial americana) para subir morro para prender bandido. Ou então teremos que pedir ao Capitão Nascimento que ele saia das telas do cinema e venha para a realidade criar um BOPE NACIONAL.
E enquanto isso, os eleitos estão com seus seguranças, em suas moradas altamente vigiadas, e a população esta entregue as baratas.
Vou abrir um parêntesis aqui para fazer um comentário: na edição do dia 16 de Maio de 2011, foi publicada uma informação do titular da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (Deten), delegado Ailton Schaeffer, onde diz que “as armas usadas pelos criminosos da Grande Vitória em confrontos pela disputa de pontos de comércio de drogas são compradas no Paraguai e no Rio de Janeiro”.
Então eu questiono o seguinte: Se esse armamento pesado usado pelos criminosos da Grande Vitória pode até ser fornecido por meio do mercado negro no Rio de Janeiro ou qualquer outro lugar, mas, a questão é: como é que esses fornecedores de armamento conseguem esse material?
Como eles trazem armas do exterior para dentro do país? E olha que são armas de grande porte e em grande quantidade. Como esse material passa pelas alfândegas brasileiras? Ou será que existe meios de se entrar e sair do pais sem nenhuma fiscalização? Ou quem sabe, esse material vem parar aqui por meio de tele-transporte? Ou teria por ai a fora algum Harry Portter fazendo essas armas pesadas aparecer do nada?
Ou seja, a questão é quem está tirando esse material bélico dos depósitos militares e está pondo nas mãos dos mercadores do crime?
Será que qualquer bandidinho consegue invadir os quartéis do Exército para roubar esse material?
Ou será que existe uma máfia dentro das Forças Armadas que desvia esse material e vende para os contrabandistas e estes revendem par aos criminosos? E como é que essa máfia, caso ela exista, passa despercebida pelas autoridades? Será que teríamos políticos de primeiro escalão envolvido nisso? Quem dá cobertura a quem?
Fecha parêntesis...
As questões voltadas ao saneamento esta um caos... basta uma chuva par ase provar isso. As ruas desaparecem, s tornam rios, a tragédia toma conta côo vimos recentemente em Teresópolis, RJ.
Outra característica da “síndrome da eleição” é a incapacidade da maioria dos políticos de não fazerem exatamente nada durante seus mandatos. São quatro anos (para alguns são 8) sem fazer nada alem de aprovar projetos dos outros. Parece que essa característica da síndrome os transforma em espantalhos, que não fazem anda, apenas servem para espantar corvos de milharais.
Mas ironicamente, enquanto uns que nada fazem, tem uns que falam que fazem alguma coisa, mas o que na verdade fazem é se apropriar dos projetos de outros políticos, assumindo para si a idéia ou autoria de certos projetos que são de outros. Ou seja, enquanto temos os que nada fazem, mas ao menos são honestos nesse ponto, pois não dão a entender que fazem alguma coisa, existem os que nada fazem mas que afirmam que fazem.
Eu conheço aqui uns seis políticos que tomam para si, por exemplo, a criação de projetos que garante a gratuidade de passagens nos coletivos municipais para idosos e deficientes. Cada um deles fala que a idéia é deles. Interessante... ao menos podiam dividir entre si a autoria de tal projeto, que na verdade vem de lei constitucional. Ou seja, a lei de isenta idosos e deficientes da tarifação em coletivos do transporte publico já esta prevista na constituição.
Em outras palavras, o plágio corre solto nos plenários... seria outro tipo d emal causado pela Síndrome da Eleição?
Enfim... o que fazer?
Os eleitores preiccsam se concientizar mais das verdadeiras necessidades dos municípios, estados e da nossa nação Brasileira no campo social, político, sócio-economico, humano, etc. Um voto trocado por uma cesta básica pode fazer enrome diferença, pois é aquele voto ali trocado por uma cesta básica que não vai durar mais que uns três dias na dispensa do eleitor que vendeu seu voto, que fará aquele político ficar quatro anos no poder. E eu duvido que durante esses quatro anos, o eleito vai bancar cestas básicas ou pagar contas de água, luz ou telefone. Temos de votar consciente, observando os atuais eleitos, o que eles estão fazendo hoje, se estão fazendo jus ao voto já recebido.
Necessitamos de políticos que não se deixam levar por síndromes políticas, sociais, morais, etc, que não se esquecem das necessidades de quem os elegeu (o povo), que fazem por merecer os status de representantes do povo.
Em palavras mais práticas, digo que precisamos de homens e mulheres na política que fazem trabalho, que fazem uma política que realmente beneficia o povo. Chega de política criminosa, de fachada, que causa escândalos, decepciona o povo brasileiro, e que nos faz termos orgulho de sermos brasileiros.
O povo sofre e precisa de socorro...
Assim sendo, vamos dar nosso voto a quem realmente merece...
Vote consciente... vote em gente eficiente!
terça-feira, 17 de maio de 2011
BALA PERDIDA...
Levantamento das polícias Civil e Militar do ES aponta quais os bairros onde moradores têm mais chance de ser alvo de balas perdidas
(Matéria de Isaac Ribeiro)
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Vítima de uma bala perdida que atingiu as suas costas nodia 1º de maio deste ano, aestudante Naiara Becalli, 8 anos,ficou oito dias internada e levou 59 pontos na barriga após passar por três horas de cirurgia.
Naiara mora em Bela Vista, na Serra, ES, um dos 20 bairros onde é maior o risco de ser atingido por bala perdida na região metropolitana da Grande Vitória, de acordo com levantamento feito com as polícias Civil e Militar.
“Até a violência bater à nossa porta, víamos o bairro como tranquilo. Minha filha ganhou outra chance de viver. Agora, meu filho de 11 anos quer se mudar daqui”, disse a mãe de Naiara, a doméstica Vanda Cirilo Becalli, 29.
O filho dela foi quem salvou Naiara da morte. Ao ver a irmã baleada na rua, ele correu e a levou para um lugar seguro.
Em Vitória, os bairros onde há mais chance de ser ferido a tiro são: Fonte Grande, Piedade, Bairro da Penha São Pedro e Resistência.
Na Serra: Planalto Serrano, Jacaraípe, Central Carapina, Bela Vistae Novo Horizonte.
Em Vila Velha: Ilha da Conceição, Terra Vermelha, Ulisses Guimarães,Santa Rita e Alecrim.
Já em Cariacica são: Nova Rosa da Penha, Rio Marinho, Castelo Branco, Aparecida e Nova Canaã.
O chefe do Comando de Policiamento Ostensivo Metropolitano (CPOM), coronel Ronalt Willian de Oliveira, explicou que nesses bairros é mais intensa a guerra entre traficantes que disputam território para comercializar drogas.
“Diferente do Rio de Janeiro, onde um ou dois traficantes comandam uma comunidade com mais de 300 mil moradores, aqui no Estado vários bandidos disputam um espaço pequeno. Isso gera mais conflitos, guerra”, disse.
Dos bairros apontados, três são contemplados com o projeto Território da Paz, um programa do governo federal em que a Polícia Militar é mais presente em regiões com alto índices de violência. São eles: São Pedro, Terra Vermelha e Nova Rosa da Penha.
“A polícia trabalha com a redução de oportunidade do crime. Nós não somos onipresentes. Os tiroteios ocorrem na maioria das vezes em disputas ou acerto de contas. Quando o rival tiver a oportunidade de eliminar o outro e a polícia não estiver por perto, ele vai fazer isso”, disse o coronel.
A Secretaria de Estado da Segurança (Sesp) não informou o número de tiroteios registrados nesses 20 bairros este ano, alegando que isso pode atrapalhar a polícia.
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VANDA ao lado da filha Naiara,que levou 59 pontos na barriga após ser ferida por bala perdida no bairro Bela Vista |
Tiroteios ocorrem mais à noite e aos sábados
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| comerciante baleada por bala perdia em Vila Velha |
Sábado é o dia em que mais ocorreram tiroteios na Grande Vitória neste ano, segundo um levantamento feito nas reportagens publicadas em A Tribuna de janeiro até a última sexta-feira. Os registros apontam ainda que, depois do sábado, o domingo e a sexta-feira são os dias em que os bandidos mais atiram nas ruas. O horário de maior incidência vai das 18 às 3 horas.
Abril foi o mês com maior número de casos. No dia 16 de abril, um sábado, Mateus Vidal Arruda, 8 anos,morreu ao ser atingido por uma bala perdida na testa em Inhanguetá, na Grande Santo Antônio, Vitória, quando saiu de casa para comprar bolo na praça junto com o irmão de 12 anos. O crime aconteceu às 22h20, depois que bandidos em bicicletas chegaram atirando em um grupo de jovens que estava na praça. Houve troca de tiros e Mateus foi atingido.
O chefe do Comando de Policiamento Ostensivo Metropolitano (CPOM), coronel Ronalt Willian de Oliveira, disse que a única maneira de evitar que moradores sejam atingidos por bala perdida é tirar a arma da mão do bandido.
“Nosso objetivo é identificar esses criminosos e retirar essas armas das ruas”, declarou.
Balas perdidas ferem 39
Dos tiroteios registrados este ano na Grande Vitória, 42 pessoas foram baleadas e, dessas, 39 foram alvo de balas perdidas. As outras três vítimas, segundo relatos de familiares e da polícia, foram alvo dos atiradores ao serem confundidas com rivais.
Os dados foram conseguidos após análise das reportagens publicadas em A Tribuna de janeiro até a última sexta-feira. Desse total de vítimas, são 26 homens e 16
mulheres. No entanto, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informou,
por meio da assessoria de imprensa, que do início do ano até o dia 9 de maio foram 23 pessoas feridas por balas perdidas.
Os crimes, segundo a Sesp, ocorreram na Grande Vitória, de acordo com dados do Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes-190), e em Cachoeiro de Itapemirim, na região Sul do Estado.
A Sesp informou ainda que, para tentar reverter esses números, trabalha em um projeto chamado “Inteligência Social”, tem como meta obter informações sobre ações nas regiõesmais críticas para inibir as ações criminosas,
Além disso, a Polícia Civil trabalha para identificar os criminosos
mais perigosos que estão nas ruas principalmente a serviço do tráfico de drogas, e de agilizar — junto à Justiça — a expedição dos mandados de prisão.
Em março, um tiroteio entre gangues rivais dos bairros Santa Rita e Primeiro de Maio, em Vila Velha, feriu com uma bala perdida uma comerciante de 28 anos.
Zonas de perigo
Os 20 bairros da Grande Vitória\ES onde há mais disparos nas ruas
VEJA OS BAIRROS DA GRANDE VITÓRIA COM MAIOR INDICE DE VÍTIMAS DE BALAS PERDIDAS.
ESTATÍSTICAS
· 42 PESSOAS INOCENTES FORAMA TINGIDAS SOMENTE ESSE ANO NA GRANDE VITÓRIA.
· 26 SÃO HOMENS E 16 SÃO MULHERES.
· SÁBADO É O DIA DE MAIOR INCIDÊNCIA DESSES TIROTEIROS.
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CLÁUDIO segura a foto do filho Robert, morto por bala perdida na Serra |
“Nós vivemos todo dia com medo”
Com a voz embargada, o padeiro Cláudio Amaral Costa, 33 anos, relata que está sendo difícil viver sem o filho Robert Bryan Ramos Costa, 10 anos, que morreu ao ser atingido por uma bala perdida em Jardim Limoeiro, na Serra, em fevereiro.
O estudante foi ferido a poucos metros de casa, ao voltar da igreja com seu pai e duas irmãs, de 3 e 6 anos. Após a tragédia, Cláudio e a família mudaram de endereço.
Apesar de Jardim Limoeiro não estar na lista dos 20 bairros com mais risco de tiroteio, a região é conhecida por ter frequentes confrontos entre bandidos.
Segundo a Polícia Civil, o tiroteio que matou Robert foi promovido por criminosos de Novo Horizonte e seis acusados foram presos.
ENTREVISTADOR — Você viu seu filho ser atingido?
CLÁUDIO AMARAL COSTA — Sim. Voltávamos da igreja, quando apareceram pessoas armadas na nossa direção. A primeira coisa que pensei foi proteger meus filhos, mas só as meninas estavam perto. Robert estava um pouco mais à frente da gente e foi atingido logo nos primeiros disparos.
ENTREVISTADOR — O que você fez?
CLÁUDIO AMARAL COSTA — Fiquei desesperado. Mais que depressa, leve Robert a um hospital, mas ele morreu no meu colo.
ENTREVISTADOR — Ele foi assassinado há dois meses. O que está diferente na sua vida e da sua família?
CLÁUDIO AMARAL COSTA — Nós vivemos todo dia com medo e temos lutado para nos acostumar a viver com a dor da perda. Estamos aprendendo a superar a partida dele aos poucos. É difícil! A gente não esquece o Robert em momento algum, dia nenhum.
De vez em quando eu me pego chorando de saudade dele, vontade de tê-lo por perto de novo. Sinto como se tivesse perdido meu braço direito. Nunca vamos apagá-lo da memória. Fica o trauma. Uma força que nos mantém em pé é a fé em Deus. Após a tragédia, nós até mudamos de endereço.
ENTREVISTADOR — Você saíram do bairro?
CLÁUDIO AMARAL COSTA — Sim. Nos mudamos do bairro. A casa antiga carrega muitas lembranças do meu menino e o perigo que continua ali. Sabemos que corremos o risco em todo o lugar, mas não sabemos se aquelas pessoas (bandidos) vão voltar.
ENTREVISTADOR — Que tipo de lembranças ficaram do Robert?
CLÁUDIO AMARAL COSTA — De um filho calmo, tranquilo, educado e estudioso. Ele estava aprendendo a tocar bateria na igreja, gostava de jogar bola na rua e, como muitos garotos, sonhava em ser jogador de futebol.
Moradores têm medo de sair de casa após as 19 horas
Portões trancados com cadeados e correntes, além de cachorros no quintal. Essas são algumas das medidas tomadas por moradores dos 20 bairros da Grande Vitória onde há mais risco de ser atingido por bala perdida.
Muitos moradores da rua Irineu Fraga Rodrigues, no bairro Ilha da Conceição, em Vila Velha, e do morro da Fonte Grande, em Vitória, afirmam ter medo de sair de casa após as 19 horas.
Na Fonte Grande, de dentro do quintal e com o portão trancado, enquanto alimentava o cachorro, uma adolescente de 17 anos contou que seus pais a impediram de sair à noite por causa da violência.
“Só saio de casa para a escola. Nesta semana, até discuti com minha mãe porque ela não quis me deixar ir a um aniversário à noite”, relatou a adolescente.
Uma doméstica de 32 anos, que mora na Ilha da Conceição, relatou que pede ao marido para buscá- la no ponto de ônibus quando volta do trabalho, às 18h50. O local
fica a 800 metros da casa dela. “É nesse horário que os tiroteios costumam acontecer. Minha vizinha foi ferida no pé por bala perdida ao voltar da escola à noite.Meu marido me dá segurança”, contou.
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PISTOLA 380: o modelo é um dos mais encomendados por criminosos |
Armas trazidas do Paraguai e do Rio
As armas usadas pelos criminosos da Grande Vitória em confrontos pela disputa de pontos de comércio de drogas são compradas no Paraguai e no Rio de Janeiro.
A informação do titular da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (Deten), delegado Ailton Schaeffer, que destaca que as mais encomendadas pelos bandidos são as pistolas calibres 380 e 9 milímetros.
O delegado disse não saber o preço que os criminosos pagam. De janeiro a março, 11 armas foram apreendidas apenas pela Deten. De acordo com a Polícia Civil, o bandido do Espírito Santo faz contato com o intermediário, que geralmente está no Rio ou em São
Paulo, e encomenda as armas.
Acionado, o traficante de armas paraguaio envia os produtos para estados que fazem fronteira com o país dele, como Mato Grosso do Sul. O transporte ao Espírito Santo é feito por meio de carros, ônibus e até avião.
“A Polícia Federal é quem investiga tráfico de armas,mas durante as operações da Deten também apreendemos muitas armas. No entanto, nosso foco é a apreensão de drogas e de traficantes”, disse.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Polícia Federal informou que o delegado responsável pela Delegacia de Repressão ao Tráfico Ilícito de Armas está em uma operação policial e somente poderá falar sobre o assunto na próxima sexta-feira.
DIAGNÓSTICO DE UM PSICÓLOGO SOBRE ESSE ASSUNTO:
Adriano Pereira Jardim,
psicólogo e doutor em psicologia do
desenvolvimento e da personalidadade
“Estresse, pânico e ansiedade”
“Pessoas que vivem em regiões onde existem tiroteios freqüente acabam produzindo uma fobia social. Além disso, podem produzir estresse pós-traumático, como crises de pânico e ansiedade, que deixa o morador com medo de sair à rua.
Pensando que corre risco a todo momento, ele só pensa em ficar em casa. No entanto, outras pessoas desenvolvem depressão ou ansiedade. Elas se sentem desanimadas e reduzem o contato social.
Quando vivenciamos situações de perigo, nosso organismo tem reações de luta e fuga. Nossa espécie se programa para ter uma série de reações que visam nos preparar para enfrentar esses problemas. Se isso for continuado, podemos adoecer.
Nosso sistema imunológico pode baixar. Assim, qualquer doença pode ser perigosa. Para que isso seja resolvido, é preciso que as pessoas realmente tenham segurança.
Em um segundo momento, as vítimas precisam ser submetidas a um tratamento psicoterápico que as ajude a perceber que o ambiente onde moram não é tão hostil como parece.
Se essa violência acontecer na fase da infância, as crianças podem se transformar em uma geração de adultos inseguros”.
Matéria publica no jornal ATRIBUNA, VITÓRIA, ES, 16 DE MAIO DE 2011, SEGUNDA-FEIRA.
MEU COMENTARIO SOBRE O FATO:
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| MILTON RABAYOLI |
A matéria acima descrita revela uma situação calamitosa em que vivemos, não apenas na região metropolitana da Grande Vitória, mas em todas cidades e regiões aqui no Brasil. Eu diria que é um problema do tamanho de nossa população, pois todos estamos sujeitos a passar por isso.
Nenhum de nós,ao sair de casa, pode estar cem por cento certo de que vai voltar, de que não vai ser mais uma infeliz vitima de uma bala perdida. Claro que não desejamos virar dados nessa estatística, mas o perigo é real e está perto de cada um de nós.
Existem os que podem dar um jeito para diminuir o perigo. Por exemplo, quem tem uma boa conta bancária, Poe vidro a prova de bala em seu carro. Mas nem todos podem fazer isso, aliás, nem todos tem carro, e por isso não tem muito o que fazer.
A questão que fica: de quem [é a responsabilidade?
Seria das forças policiais que não intensificam as investidas contra os criminosos?
Seria dos políticos que não dão melhores condições para a policia fazer seu serviço?
Seria da população que ajuda pouco pelo disk denuncia (181), denunciando criminosos?
De quem é a culpa?
Vou ter dizer de quem é a culpa...
É de todos nós...
Da população, que poderá ajudar mais se denunciar mais... hoje se faz uma denuncia d equqleur telefone, sem a necessidade de se identificar, mas parece que a população sofre pelo medo, esta refém de ameaças e terror que esses marginais impoe.
A culpa é das policias, pois elas todas tem como saber de informações e podem prever muita coisa, e se elas descruzassem mais os braços e reprimissem mais a ação de criminosos diminuiria consideravelmente. O exemplo disso vemos no Rio de Janeiro, onde as forças policiais tem feito verdadeira limpeza em favelas dominadas pelo crime.
A culpa é da politicagem que não se volta para essas questões importantes de necessidades da sociedade, e por conseqüência falta para a população mais segurança e para as forças policiais, mais condições de fazer seus serviços. Como poderia as policias fazerem seu trabalho sem estrutura para isso?
Os criminosos estão bem assessorados. Com recursos angariados pela pratica criminosa, principalmente o trafico de drogas, eles obtém suporte para fazerem o seu “serviço sujo”,
A sua força bélica, seu armamento, é de qualidade, dificilmente se vê esses criminosos como armas de fraco impacto como um calibre 22, por exemplo. Suas armas são armas de enorme poder de fogo, fazendo ate mesmo os policias e sentirem envergonhados, pois em muitos casos suas armas são bem inferiores comparadas aas armas dos bandidos, que estão portando armas até mesmo de uso restrito do exército. (eu me pergunto se é mesmo no Paraguai que eles encontram essas armas).
As autoridades políticas se esquecem de dar maior suporte aos que velam pela segurança. Daí, eles acabam tendo sua parcela de culpa, e não é pequena.
Mas, pasmem com o que vou afirmar agora... a maior parcela de culpa é nossa, o eleitorado, pois nós não tomamos vergonha na cara, e acabamos reelegendo esses mesmos políticos, que nada fazem, só prometem. Ou seja, a gente vai lá na urna e vota no elemento, e ele acaba eleito. Fica lá quatro anos aumentando o próprio salário, e fazendo besteiras e deixa a população desprotegida, pois o político não volta a sua atenção para as verdadeiras e maiores necessidades da população que elegeu ele par ao cargo.
Quando é que vamos aprender a eleger pessoas honestas que fazem realmente coisas boas para a população?
Ao que aprece, a população se viciou sem ser feito de otária, pois se tem político ladrão é porque nós colocamos os ladrões lá. Se tem político que anda faz pelo povo, é porque nós, o povo, elegemos esses inúteis par ao cargo e vamos reeleger quantas vezes mais pudermos.
Nós apreciamos viver assim. Nos gostamos de ser feito de otários.
É isso que acontece,,, a culpa maior é nossa, o eleitorado!
Como dizia minha saudosa mãe: “Enquanto existir cavalo, São Jorge não andará a pé....”
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